terça-feira, 24 de novembro de 2009

Espiritualidade do Advento



A liturgia do Advento é para se viver alguns comportamentos essenciais do cristão : a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão, a pobreza. Somente na vivência profunda destes elementos, o nascimento de Cristo terá um sentido profundo em nossa vida e não uma simples lembrança histórica. Cristo claro bem o sabemos nasce em cada um de nós todos os dias e permanece conosco sempre, é necessário então termos o sentimento de amor ao próximo para sentirmos Cristo em nós e no irmão - Amai-vos uns aos outros como EU vos amei -.
A expectativa vigilante e alegre caracteriza sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação e o Deus da promessa, se manifestou em Cristo toda sua fidelidade ao homem.Em toda a liturgia do Advento ressoam as promessas de Deus, principalmente pela voz de Isaías, que reaviva a esperança de Israel.
A esperança da Igreja, portanto a nossa esperança, é a mesma de Israel , mas já realizada em Cristo. O olhar da comunidade, fixa-se com esperança na vinda gloriosa do Senhor: “Maranatha: vem ,Senhor Jesus”. É o grito e o suspiro de toda Igreja e de cada um de nós, em seu peregrinar terreno ao encontro definitivo do Senhor, por isto é necessário abrir este nosso coração para esta vinda, para esta oportunidade de reviver junto aos anúncios da palavra o querer sentir verdadeirametne Cristo em nós.
O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá novamente, porque Jesus esta conosco e na fidelidade de Deus para com os homens esta explicito a vontade D'Ele em  se comunicar através de cada um. Este sentimento na vinda do Salvador cria em nós um clima de alegria na liturgia celebrada que cada um precisa viver no seu dia a dia.
Advento é grande esperança da Igreja e nossa. O Deus da revelação de Jesus tem um nome: “Deus da esperança” (Rm 15,13). Não é o único nome do Deus vivo, mas um nome que o identifica como “Deus para nós e conosco” - Emmanuel!
O Advento, é tempo de conversão oportunidade de rever o caminho, de abrir o coração. Não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo o coração. A vigilância requer luta contra o torpor e a negligência; requer prontidão, e portanto,desapego dos prazeres e bens terrenos (cf. Lc 21,34 ss).
Os comportamentos fundamentais do cristão exigidos pelo espírito do Advento, estão intimamente unidos entre si, de modo que não é possível viver a expectativa, a esperança e a alegria pela vinda do Senhor, sem uma profunda conversão. “sejam sóbrios e fiquem de prontidão” (1 Pd 5,8-9).
Enfim, um comportamento que caracteriza a espiritualidade do Advento é o do pobre. Não tanto o pobre em sentido econômico, mas o pobre entendido em sentido bíblico: aquele que confia em Deus e apóia-se totalmente nele.
Jesus proclamará felizes os pobres e neles reconhecerá os herdeiros do Reino, e ele mesmo será um pobre. Maria, a mulher do advento, emerge como modelo dos pobres do Senhor, que esperam as promessas de Deus, confiam nele e estão disponíveis à atuação do plano de Deus. Não nos esqueçamos que a pobreza do coração, essencial para entrar no Reino, não exclui, mas exige a pobreza efetiva, a renúncia em colocar a própria confiança nos bens terrenos.
O convite é para vivermos bem este tempo de esperança e fazer dele um caminho certo, no Amor caminhemos com Jesus. Sejamos a Luz de Cristo para nós, nossa familia e nossos irmãos.

Adilson.

Um comentário:

Deonila disse...

Devemos observar que, Maria, a Mãe de Jesus, sendo, naturalmente superior a Isabel, - pois ela seria a Mãe de Deus - vai ao encontro da prima, inferior, em sua qualidade de mãe de João Batista, e não Mãe do Filho de Deus, como Maria. Assim, o Filho de Deus, no seio de Maria, vai ao encontro de João Batista : isso nos ensina que, seguindo tal exemplo, não devemos tardar em auxiliar aqueles que nos são inferiores. Além disso, devemos aprender, com o louvável exemplo, a agir sempre com modéstia.