domingo, 8 de novembro de 2009

TIRANDO DÚVIDAS



Jesus Ressucitou de Verdade?
A Igreja não tem dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um evento histórico e transcendente.

A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé... Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17). São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18).

S. Paulo escreveu aos Coríntios pelo ano de 56 sobre a viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo. “Eu vos transmiti... o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4).
                                                                                                                                                                                                                        
O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).

Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23);
- aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), - aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23);

- com Tomé presente (Jo 20,24-29);
- no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24);
- no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20);
- “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6)
- e a Tiago (1 Cor 15,7).
Toda a pregação dos Discípulos estava centrada na Ressurreição de Jesus.
Diante do Sinédrio Pedro dá testemunho da Ressurreição de Jesus (At 4,8-12):

“Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós.
Em At 5,29-30: “Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro.”
Na casa do centurião romano Cornélio (At 10,39-42), Pedro faz uma síntese do plano de Deus, apresentando a morte e a ressurreição de Jesus como ponto central.
“E nós somos testemunhas de tudo o que fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, suspendendo-o num madeiro. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e permitiu que aparecesse, não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia predestinado, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos”.
S. Paulo em Antioquia da Pisídia faz o mesmo.
“Depois de realizarem todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, puseram-no num sepulcro. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos”. (At 13, 29-30)
Os Apóstolos não acreditavam
“Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)
Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé:
“Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39).
Os discípulos de Emaús estavam decepcionados:

“...nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel... É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram.” (Lc 24, 22-24)
As mulheres foram as primeiras testemunhas: Ora, se os Apóstolos, como afirmam alguns, queriam inventar uma nova religião, por que, então, teriam escolhido testemunhas tão pouco confiáveis pelos judeus?
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram apagá-la: deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro para negá-la (Mt 28, 12-15). A ressurreição corporal de Jesus era professada tranqüilamente pela Igreja nascente, sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar como fraude ou alucinação.
Os Apóstolos não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz.
Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.
Será que em nome de uma fantasia, de um mito, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana?

Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de um mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado?
Será que uma alucinação poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano, heresias, nazismo, comunismo, racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo, etc.)?
Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma?

Isto mostra que o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava, como hoje.

Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.

Como pode uma fantasia atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concilios Ecumênicos, e hoje com cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores.

“Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”(Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).
A nossa vida é ressurreição
“Quando estávamos mortos em nossos delitos, (Deus Pai) vivificou-nos juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2, 5s).
“Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.”. (Cl 3, 1-4)
“Fostes sepultados com Cristo no Batismo; também com Ele ressuscitastes, porque acreditastes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos”. (Cl 2, 12).
“Se nos tornamos uma só coisa com Ele por uma morte semelhante à sua, seremos, também uma só coisa com Ele por uma ressurreição semelhante à sua” (Rm 6,5).“
“Pelo batismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).

Fonte: Escola da Fé - Felipe Aquino
          Imagens: Google

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