domingo, 23 de maio de 2010

O Espírito Santo derramou na alma de Maria


O Espírito Santo derramou na alma de Maria sentimentos semelhantes aos de Jesus Cristo ressuscitado (I)
No dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu em forma de línguas de fogo, sobre a assembleia, Maria lá estava e o recebeu, igualmente, não na dimensão recebida pelos apóstolos e discípulos, mas, em plenitude (...)

Com plenitude universal, formada por todos os seus dons, o Espírito Santo derramou na alma de Maria disposições e sentimentos semelhantes aos de Jesus Cristo ressuscitado. Como na árvore e no fruto arrancado à árvore, existe uma vida contínua, vertida nos dois: assim também, sempre existiu entre Mãe e Filho, a mesma vida interior, um mesmo espírito, que derramava tanto nele quanto nela as mesmas luzes e os mesmos sentimentos.

Chegado o momento da Encarnação, o Espírito de Deus, preparando a Virgem Maria para receber o fruto da santidade, desceu sobre ela, comunicando-lhe sentimentos semelhantes aos que iria operar no Verbo feito carne, do qual ela se tornaria a Mãe. Sentimentos de pequenez, humildade, amor pela obscuridade e pelo aniquilamento. Ela havia recebido o Espírito Santo, mas um espírito que a escondia dos olhos do mundo.

Neste primeiro nascimento, Jesus Cristo veio para se manter oculto, numa vida escondida e, por este motivo foi entregue a Maria, em segredo. Porém, em seu segundo nascimento, quando Ele devia se manifestar como o Filho de Deus, o Espírito Santo foi publicamente dado a Maria. Na sua primeira descida à terra, ele viria na interinidade (na humana invalidez) para ser julgado e condenado pelo mundo e Maria, que devia se assemelhar a ele, recebeu um espírito que a encaminhava à submissão, ao desprezo, à perplexidade. No momento em que ela recebeu o espírito de Jesus Cristo, não mais um ser mortal, e sim, glorioso, o espírito de Jesus Cristo Rei, Juiz e Soberano Pontífice de todo o mundo, ela recebeu, também, um espírito de força e poder, de conselho e de sabedoria.

M. Olier

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