segunda-feira, 21 de junho de 2010

Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum

«Tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me»
Deus é o Senhor soberano dos Seus planos. Mas, para a realização dos mesmos, serve-Se também do concurso das criaturas. Isto não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e bondade de Deus omnipotente. É que Ele não só permite às Suas criaturas que existam, mas confere-lhes a dignidade de agirem por si mesmas [...] e de cooperarem, assim, na realização dos Seus desígnios.Aos homens, Deus concede mesmo poderem participar livremente na sua Providência, confiando-lhes a responsabilidade de «submeter» a terra e dominá-la (Gn 1, 26-28). Assim lhes concede que sejam causas inteligentes e livres, para completar a obra da criação e aperfeiçoar a sua harmonia, para o seu bem e o dos seus semelhantes.
Cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, os homens podem entrar deliberadamente no plano divino, pelos seus actos e as suas orações, como também pelos seus sofrimentos. Tornam-se, então, plenamente «colaboradores de Deus» (1 Cor 3, 9; 1Tes 3, 2) e do Seu Reino.Esta é uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em toda a acção das Suas criaturas. É Ele a causa-primeira, que opera nas e pelas causas-segundas:«É Deus que produz em nós o querer e o operar, segundo o Seu beneplácito» (Fil 2, 13).

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