sábado, 10 de julho de 2010

Liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum


A lei do Senhor é perfeita, ela reconforta a alma. As ordens do Senhor são firmes e dão sabedoria aos simples.
Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração.
Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
O temor do Senhor é puro e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros, todos eles são retos.
São mais preciosos que o ouro, o ouro mais fino; são mais doces que o mel, o puro mel dos favos. (Salmo 18B 8-11)

A liturgia deste domingo procura definir o caminho para encontrar a vida eterna. É no amor a Deus e aos outros – dizem os textos que nos são propostos – que encontramos a vida em plenitude.

O Evangelho sugere que essa vida plena não está no cumprimento de determinados ritos, mas no amor (a Deus e aos irmãos). Como exemplo, apresenta-se a figura de um samaritano – um herege, um infiel, segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de deixar tudo para estender a mão a um irmão caído na beira da estrada. “Vai e faz o mesmo” – diz Jesus a cada um dos que o querem seguir no caminho da vida plena.

A primeira leitura reflete, sobretudo, sobre a questão do amor a Deus. Convida os crentes a fazer de Deus o centro da sua vida e a amá-lo de todo o coração. Como? Escutando a sua voz no íntimo do coração e percorrendo o caminho dos seus mandamentos.

Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um hino que propõe Cristo como a referência fundamental, como o centro à volta do qual se constrói a história e a vida de cada crente. O texto foge, um tanto, à temática geral das outras duas leituras; no entanto, a catequese sobre a centralidade de Cristo leva-nos a pensar na importância do que Ele nos diz no Evangelho de hoje. Se Cristo é o centro a partir do qual tudo se constrói, convém escutá-l’O atentamente e fazer do amor a Deus e aos outros uma exigência fundamental da nossa caminhada.

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