segunda-feira, 26 de julho de 2010

Santa Ana



26 de julho - Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria

A descoberta da estátua de Santa Ana de Auray

Na noite de 7 para 8 de julho, por volta das 23 horas, Nicolazic rezava o terço, enquanto o sono não chegava. De repente, seu quarto se encheu de surpreendente claridade, como ocorrera noutras ocasiões. Sobre a mesa surgiu uma vela acesa, cuja chama brilhava intensamente; em seguida, Santa Ana surgiu e pousou o terno olhar sobre o seu mensageiro. A hora tão esperada chegara. Santa Ana, com voz suave e encantadora, disse ao jovem: "Yves Nicolazic, chamai vossos vizinhos, como fostes aconselhado; levai-os convosco até o local aonde este castiçal vos conduzirá. Encontrareis, então, a imagem que vos manterá protegido do mundo, e este mundo conhecerá, enfim, a verdade que vos prometi." Logo após, Santa Ana desapareceu. Entretanto, a claridade que se formara permanecia no ambiente.

Nicolazic, com a alma repleta de alegria, levantou-se, vestindo-se à luz do castiçal que parecia estar a aguardá-lo. Quando estava prestes a sair, o castiçal, à sua frente, passou a traçar-lhe o caminho. Ao chegar à rua, a luz continuava a precedê-lo. Subitamente, reconsiderando as ideias, um tanto confusas, o camponês se lembrou do que lhe fora dito: era necessário que chamasse algumas testemunhas. Retornou, então, à casa e chamou o cunhado, Louis Le Roux que ainda estava acordado. Em seguida, os dois se organizaram para chamar alguns amigos vizinhos: Jacques Lucas, François Le Bléavec, Jean Tanguy e Julien Lézulit.

Todos se desdobraram em atenções para responder ao chamado. O castiçal, não obstante, mantinha-se sempre no mesmo local, a brilhar intensamente, e os dois irmãos não tardaram a encontrá-lo. Os vizinhos chegaram depois, açodados, ávidos para ver a misteriosa chama com os próprios olhos.
- Onde é que ela está? perguntaram os quatro camponeses. Nicolazic apontou para a vela, sobre o castiçal: dos quatro, dois a viram imediatamente. Os dois outros nada viram. Mais tarde, entenderam o porquê. Eles confessaram que não estavam em estado de graça. Tinham a alma manchada pelo pecado!

O castiçal se pôs em movimento, colocando-se à frente dos rapazes, a uns quinze passos, aproximadamente, pairando a uns três pés acima do solo. O caminho tomado era a via própria para as carroças, que conduzia à fonte. Os camponeses seguiam a luz, felizes, e cheios de esperança, assim como outrora os Reis Magos, guiados pela estrela. Ao chegarem diante de Bocenno, o castiçal deixou a pequena estrada e, penetrando no campo, dirigiu-se acima do trigal ainda verde, até chegar à antiga capela, onde estanca o movimento.

Os camponeses, sempre com os olhos fixos na luz, acompanham seu estranho movimento. Subindo e descendo, por três vezes seguidas, sobre um mesmo ponto, parecia indicar algo. Feito isto, desapareceu solo adentro. Nicolazic, que observava esta movimentação, foi o primeiro a correr até o local em que a luz se dissipara e, marcando com o pé, o ponto exato onde se precipitara, pediu ao cunhado que cavasse o local indicado. Todos juntos puseram-se a cavar e não tardaram a encontrar no desaterro, antiga estátua de Maria, então, bastante desfigurada, e que ali jazia, há uns 900 anos.

                      Padre Joseph Danigo

O vidente de santa Ana, Yves Nicolazic

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