segunda-feira, 27 de junho de 2011

A revelação da terceira parte do segredo de Fátima




Irmã Lúcia escreveu a terceira parte do segredo revelado no dia 13 de julho de 1917, na Cova da Iria, em Fátima "J.M.J. Escrevo em ato de obediência a Vós, meu Deus, que mo mandais, por meio de sua Excelência, Reverendíssima, Monsenhor, o Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe."

"Depois das duas partes que já expus, nós vimos, ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais acima dela, um Anjo, tendo uma espada de fogo na mão esquerda. Esta cintilava e lançava chamas, dando a impressão de que iam incendiar o mundo; porém, apagavam-se ao contato do brilho que dimanava da mão direita de Nossa Senhora e que ia ao seu encontro: O Anjo apontava a Terra, com a mão direita e, com voz forte, disse: Penitência, Penitência, Penitência! E nós vimos, numa luz imensa, que é Deus, “algo como quando se percebe uma pessoa num espelho, como quando alguém passa diante dele” - um Bispo vestido de Branco - “nós tivemos o pressentimento de que aquele era o Santo Padre”.

Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subiam u´a montanha íngreme, escarpada, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fossem de um sobreiro, com a sua casca; o Santo Padre, antes de lá chegar, atravessou uma grande cidade, meio em ruínas e, um tanto trêmulo, andar vacilante, atormentado de dor e tristeza, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros, com uma arma de fogo e setas; da mesma forma, foram morrendo, uns após os outros, os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e diversos leigos, homens e mulheres, de variadas classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos, cada um com um regador de cristal na mão, nos quais recolhiam o sangue dos Mártires e com o qual regavam as almas que se aproximavam de Deus."

Escrito por Irmã Lúcia, em Tuy, no dia 3 de janeiro de 1944 .
Revelado publicamente, a pedido de João Paulo II, em 26 de junho de 2000

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