quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Sudário de Turim desafia a ciência (I)

É bem possível e mesmo provável que a Virgem Maria tenha sido aquela que recolheu as relíquias da Paixão de Cristo, após a sua morte. Para se saber se o Sudário de Turim é verdadeiramente a Mortalha que recebeu o Corpo de Cristo em seu túmulo, são necessários exames minuciosos, sob um ângulo puramente científico, pois, em nossos dias, as conclusões sobre o estudo realizado são verdadeiramente espantosas, admiráveis. O Sudário revela-se como um dos enigmas arqueológicos e científicos mais pesquisados do mundo. Seu estudo recorreu a inúmeras disciplinas [história, arqueologia, análise de tecido, *palinologia, iconografia, anatomia, fisiologia, hematologia, tratamento das imagens, exegese (interpretação) etc.] Assim foi que, em 1978, o Sudário foi estudado e analisado durante cinco dias, 120 horas a fio, por 44 pesquisadores internacionais de todos os credos religiosos e filosóficos, utilizando seis toneladas de material científico. O protocolo das experiências a serem acionadas cobriria 243 páginas. Cinco fotógrafos especializados apresentaram entre 5.000 e 7.000 fotografias. A verificação e a pesquisa do que foi observado exigiram 150.000 horas de trabalho. O Sudário se apresenta como um tecido de linho de 4,30 m X 1,10 m, o que corresponde a múltiplos inteiros (oito sobre 2) do cúbito greco-romano de 54,6 cm, medida utilizada na Palestina, no início da nossa era (Ian W. Dickinson). Seu percurso conhecido, dentro da Europa, nos vem a partir do ano 1357; porém, a mortalha, conservada e íntegra, de forma atípica, excepcional, apesar dos séculos, havia sido tecida segundo o costume em vigor no Oriente Médio na época de Jesus (tear oriental arcaico de quatro pedais). O tecido contém fibras de algodão (conhecido na Palestina, desde a Antiguidade, mas desconhecido na Europa antes do século XVII, excetuando-se a Itália e a Espanha árabe, que passou a utilizá-lo a partir da Idade Média), imbricados na trama, mas não existe nenhum vestígio de lã e a mistura da lã com o algodão só era excluída na Judéia, por interdição religiosa. Enfim, os pólens encontrados no Sudário de Jesus, segundo os estudos de Max Frei, entre 1973 e 1978, revelam, igualmente, o percurso em diversas regiões do Oriente Médio. 


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